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Acupuntura e Moxa

A Acupuntura e a Moxa são parte importante do grande tesouro da Medicina e Farmacopéia da China. Tem uma história que remonta a milhares de anos. Durante longo tempo de prática, os médicos de diversas dinastias chinesas enriqueceram, desenvolveram e aperfeiçoaram esta especialidade da Medicina Tradicional Chinesa, que abrange diversas teorias básicas, tais como YinYang, os 5 Movimentos, ZangFu (órgãos e vísceras), QiXue (Energia e Sangue), JingLuo (canais e colaterais), assim como vários métodos de manipulação de agulhas e experiências clínicas importantes do tratamento segundo os sintomas e sinais, fazendo da Acupuntura uma terapia muito eficaz.

Essa terapia apresenta bons resultados diante de muitas enfermidades e possui vantagens acentuadas sobre outras. Os instrumentos utilizados são simples e de fácil domínio, econômicos, seguros e não há efeitos colaterais. É por essa razão que a Acupuntura e a Moxa desempenham papel cada vez mais importante e são muito procuradas pelo povo chinês e também têm obtido respeito, confiança e consideração nos diversos países do mundo.

Em dezembro de 1977, A Organização Mundial de Saúde (OMS) da ONU tomou a decisão de indicar o tratamento acupuntural na terapia do resfriado, da amigdalite aguda, da enxaqueca, da nevralgia do trigêmio, da ciatalgia, da gastrite aguda e crônica, da constipação, da odontalgia e outras, num total de 43 enfermidades. Essa resolução por si só já demonstra claramente a seriedade e a credibilidade da Acupuntura e da Moxa junto à comunidade científica mundial … mas há mais …

Após vinte e cinco anos de pesquisas em renomadas instituições do mundo, a OMS publicou o documento Acupuncture: Review and Analysis of Reports on Controlled Clinical Trials, no qual expõe os resultados destas pesquisas. Neste documento foi analisada a eficácia da Acupuntura – assim como das técnicas geralmente associadas a ela – em comparação com o tratamento convencional para 147 doenças, sintomas e condições de saúde. (para mais informações, acesse a página Tratamentos). ... mas há mais ainda ...

A United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization (UNESCO) aprovou, no dia 19 de novembro de 2010, a inclusão da Acupuntura como Patrimônio Cultural Intangível da Humanidade, nos termos da Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, instituída em 17 de outubro de 2003. Trata-se de uma medida da maior importância na salvaguarda de um dos mais destacados aspectos do campo da Medicina Chinesa, a Acupuntura.

Essa renomada e reconhecida terapia Chinesa contém dois métodos:

Acupuntura

A Acupuntura trata as doenças por meio de agulhas. Consiste em inserir uma agulha metálica de corpo longo e ponta fina em determinados lugares (pontos), aplicando certos meios de manipulação para produzir sensações no paciente, com a finalidade de tratar uma enfermidade.

Moxa

A Moxa trata a enfermidade aquecendo. Esta terapia consiste em aplicar cones ou bastões acesos feitos com folhas secas enroladas de artemísia (Artemisia vulgaris) sobre determinadas regiões da pele com o propósito de tratar uma enfermidade.

Origem da Acupuntura e da Moxa

Antigamente, antes de criar e dominar as técnicas de Acupuntura e Moxa, durante longo período de tempo quando alguém se sentia indisposto, fazia-se massagem ou apalpava-se e golpeava instintivamente as áreas do corpo afetadas, fazendo com que aliviassem ou desaparecessem os sintomas da indisposição. Deviam-se fazer massagens ou apalpar esta área, inclusive beliscá-la ou pressioná-la com objetos agudos para aliviar os sintomas e fazê-los desaparecer. Eis a provável origem da Acupuntura: essas partes do corpo onde se aplicavam objetos pontiagudos ou se apalpava vigorosamente converteram-se posteriormente na base para achar os “pontos” de acupuntura.

O tratamento por Moxa tem relação histórica com a Acupuntura. Originou-se da observação de que, aquecendo-se ao redor da fogueira, os antigos chineses verificaram que o calor fazia desaparecer algumas indisposições do homem, ou mesmo, que as queimaduras podiam aliviar alguns sintomas. Foi assim que paulatinamente a Moxa converteu-se em um método terapêutico. Inicialmente a Moxa era feita de maneira direta, colocando os cones de Artemísia acesos diretamente sobre a pele, nos pontos indicados para o tratamento. A Moxa direta era realizada de duas maneiras: com cicatriz e sem cicatriz. No desenvolvimento da aplicação da Moxa foram aparecendo vários métodos indiretos, com interposição de material e com manipulação do bastão aceso de Artemísia a uma distância segura da pele. Os métodos indiretos não só melhoraram os resultados do tratamento, como também eliminaram as bolhas e ulcerações, tornando mais seguros e de uso mais amplo. Por isso são usados com freqüência na prática clínica.

A avaliação energética funcional a partir da prática clínica

Foi através de constantes práticas clínicas que se constatou que em uma pessoa que padece de certa enfermidade, aparecem em determinados pontos da pele ou em alguns pontos que se encontram em regiões diferentes, fenômenos anormais, tais como dor, variação de temperatura, alteração de cor, prurido, distensão, afundamento ou intumescimento. Isto conduziu ao conhecimento do princípio de relação entre os pontos e as enfermidades e, por conseguinte, foi possível chegar à avaliação por observação.

A linhagem taoísta ‘Agulha de Ouro’ (por Mestre Liu Chih Ming)

“Minha linhagem é a linhagem da ‘Agulha de Ouro’, o que significa dizer que o Mestre de meu Mestre foi médico do Imperador e estudou acupuntura com os melhores médicos da cidade proibida, de forma muito profunda. Meu Mestre aprendeu com ele e hoje vive em Taiwan. Seu nome é Hsiu YanTsai e é muito famoso, com um conhecimento muito profundo. Comecei a treinar com ele aos 24 anos de idade. Mas antes aprendi muito com meu pai, Liu Pai Lin, um grande Mestre taoísta, que me ensinou tudo sobre medicina chinesa e Taoísmo. Depois meu pai me aconselhou a continuar estudando e procurar um bom Mestre. Aprendi dessa forma a acupuntura clássica tradicional chinesa, muito antiga, tudo muito maravilhoso. Muito do que aprendi é difícil encontrar nos livros, pois a tradição ainda é oral, de Mestre para discípulo. Esse tipo de conhecimento é muito raro e mesmo nas escolas de acupuntura na China, em BeiJing, são poucos os professores que conhecem esses aspectos da medicina chinesa. É muito precioso.”

Fonte: textos-base obtidos em:

  • Tratado de Medicina Chinesa – editora Roca.

  • Entrevista de Mestre Liu Chih Ming à revista Saúde e Longevidade – ano I, n.1, em outubro de 2007.

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